Casa Grande

“Um amigo político”, por Felipe França

Pode ter o político amigo, e pode ser que tenhamos um amigo político. Rômulo, apesar do pouco tempo de relação, desde que lhe conheci pessoalmente, afirmo com a mais profunda sinceridade: “foi um amigo político”.

Há na teoria do jornalismo que, o repórter e a fonte, deve manter-se a “certa distância”, para o bom exercício da informação.

Com Rômulo, confesso que este protocolo tinha suas dificuldades a serem cumpridas. E acredito que, não fui o único da imprensa que nutria essa relação. Resultado do respeito, da consideração, da atenção e admiração que o mesmo conquistava com quem estabelecia a mais rápida comunicação no dia-a-dia.

Se este blogueiro fosse um político, escolheria do ponto de vista pessoal, as qualidades do ser humano Rômulo Gouveia. Desde a sua pré-disposição em querer ajudar em qualquer situação que estivesse ao seu alcance, até a sua relação de dar o feedback o mais rápido possível as pessoas mais simples que o procurava, sem distinção de classe social.

Percebi neste domingo (13), que as declarações e manifestações ao seu respeito, foram inúmeras. A maioria, destacando o seu lado simples, carismático e prestativo. Gouveia parte justamente no dia das mães. Refiro-me a esta data, porque este tinha um coração grande, como o de uma mãe.

Ao realizar o sonho de conhecer Brasília em 2016, e cobrir por duas oportunidades o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, fui acolhido juntamente com o radialista Alvaro Costa, em seu apartamento. Pode parecer algo simples, mas, a forma como éramos recebidos, a sua atenção e à disposição para auxiliar-nos naquele ambiente até então desconhecido, deixava-nos, sobremaneira, agradecidos.

No último encontro que tivemos, o singelo convite para um almoço, lá na Dona Derê em Tambaú, no último dia 30 de abril. Uma conversa informal, acompanhado dos amigos, Alvaro Costa, da vereadora Amanda Lima, e do seu noivo, o empresário Rafhael José.

 

Analisávamos o cenário político estadual, e Rômulo nos deixava seu último ensinamento, quando insistíamos em obter naquele dia, informações que ele não podia revelar no momento: “política é a arte do silêncio”, dizia com olhar firme e sério.

O que resta é a saudade, de um amigo político, que primava sempre por uma relação de respeito, companheirismo e que, não media esforços quando o ofício era ‘servir’.