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Opinião: CPI da ‘fake news’ em Rio Tinto

De acordo com matéria publicada pela jornalista Júlia Dolce, no ‘Brasil de Fato’, o Brasil é o país mais propenso do mundo a acreditar em uma informação falsa, de acordo com a pesquisa Global Advisor: Fake News, Filter Bubbles, Post Truth and Trust (Consultor Global: notícias falsas, bolhas de filtros, pós-verdade e confiança), do Instituto Ipsos, realizada com entrevistados de 27 países. Segundo o estudo, 62% dos brasileiros afirmam já ter acreditado em uma notícia falsa.

As fakes news foram protagonista na campanha eleitoral deste ano no Brasil. E pelo que parece, nem tão cedo estaremos livres de conteúdos disseminados em grupos de whatzapp, e redes sociais em geral, de cunho inverídico.

Recentemente, um comunicador de João Pessoa, espalhou a informação de que uma CPI estava prestes a ser instalada na Câmara dos vereadores de Rio Tinto, contra a gestão municipal.

O boato não durou uma semana, e como diz o ditado popular: mentira tem pernas curtas. A própria mesa diretora e vereadores presentes na última sessão de quarta-feira (7), revelaram desconhecer o assunto.

Por outro lado, não resta dúvida de que alguém com algum interesse escuso procurou alimentar o propagador da ‘fake news’.

Primeiro, que tipo de representante teria informações que levassem a algum pedido de CPI, e não se apresentaria à sociedade mostrando as evidências?

Segundo, porque se manter escondido diante de uma possível denúncia que seria de interesse da sociedade?

Para quem não nasceu ontem, isso não tem outra explicação; se não, a mera tentativa de causar terrorismo barato, ou, as “chamadas barganhas” – em que, pese, o povo tem demonstrado que está de olhos bem abertos em políticos com esse tipo de comportamento.

Pelo desmentido nesta semana, pela própria Câmara, está mais fácil a instalação da “CPI da fake news”.