Imperial

Desembargadora vira ré por fala sobre Marielle Franco

‘Foi eleita pelo Comando Vermelho’, disse.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira (7) tornar a desembargadora Marília Castro Neves ré após críticas a vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em março de 2018. A magistrada afirmou que Marielle era “engajada com bandidos” e que teria sido eleita pelo Comando Vermelho –organização criminosa do Rio.

Marília, integrante do quadro TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), passou à condição de ré após a ministra Laurita Vaz, relatora do caso no STJ, receber (íntegra) a queixa-crime por calúnia contra ela. A ação foi movida por parentes da ex-vereadora.

“A conduta narrada, portanto, é típica para o delito de calúnia, razão pela qual o MPF manifesta-se pelo recebimento parcial da queixacrime, a fim de que seja processada a ré pela falsa imputação de crime (artigo 2º da Lei n. 10850/2013) à vítima falecida Marielle Franco”, disse Laurita na decisão.